Domingo, 20 de Setembro de 2020
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Política Sobre denúncia

Governo pede ao STF para definir quem ficará com vídeo da reunião do Planalto citada por Moro

Ministro Celso de Mello, relator do inquérito sobre denúncias de Moro, determinou que governo entregue gravação da reunião, ocorrida no dia 22 de abril.

09/05/2020 13h37
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Por: Redação Fonte: G1
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta sexta-feira (8) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para definir quem vai ficar responsável pelo vídeo da reunião interministerial do 22 de abril, após o material ser entregue pelo governo e antes de ser analisado pela Polícia Federal.

A gravação é o registro de uma reunião, com a participação do presidente Jair Bolsonaro e ministros, ocorrida no Palácio do Planalto. O ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, disse que no encontro há declarações que mostram que o presidente tenta interferir politicamente na Polícia Federal.

O relator do inquérito no STF, ministro Celso de Mello, requisitou ao governo a entrega do material. Agora, a AGU quer detalhes sobre quem guardará e quem terá acesso ao vídeo.

Ao se demitir do governo, Moro afirmou que Bolsonaro fez pressão para a troca do então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, e de superintendentes regionais regionais do órgão. Em inquérito aberto para investigar as denúncias, o ex-ministro citou a reunião.

"[A União], no ensejo da iminente entrega do registro audiovisual completo da reunião presidencial ocorrida no dia 22 de abril de 2020, [vem] rogar seja verificada a possibilidade de vir a ser definida, desde logo, a inteira cadeia de custódia do citado registro até que a autoridade policial designada por Vossa Excelência venha a realizar a segregação dos elementos que sejam pertinentes daqueles que não sejam pertinentes ao inquérito", escreveu a AGU no pedido ao Supremo.

Nesta quinta-feira (7), o governo já havia pedido ao relator que reconsiderasse “a ordem de entrega de cópia de eventuais registros audiovisuais de reunião presidencial ocorrida no dia 22 de abril de 2020". O governo quer que o ministro aceite só as partes do vídeo que sejam tema do inquérito.

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